Dia da mulher e a hipocrisia feminista

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Como ontem foi dia de textão, transcrevo aqui o texto de uma amiga, que é a mais nova colaboradora do Parlatório Livre, Vanessa Nascimento:

“Eu nunca fui uma mulher muito vaidosa, sempre me cuidei o necessário para me sentir bonita do meu próprio jeito. Também, nunca colecionei amigas, nunca fiz parte de nenhum Clube da Luluzinha, e quando o fiz, não durei muito tempo.

A verdade é que eu prefiro ter amigos homens. Sim, homens. Com homens, não terei o problema de, quando eu virar as costas eles irão falar de como eu estou gorda ou “Ai, nossa, você viu que calça ridícula ela estava usando?”.  O Clube da Luluzinha, sempre irá colocar amigas umas contra as outras.

A minha vida inteira eu passei ao lado de meninos. Eu nunca gostei de estar rodeada de meninas, uma pelo fato delas não entenderem muito de games, outra porque, quase todas que eu conheço não conseguem falar de nada que eu gosto, como por exemplo: política, astronomia, quadrinhos. Sempre que tento frequentar um grupo de meninas, não consigo conversar, pois a maior parte dos assuntos que rola na mesa são: homens, homens bonitos, quem eu estou pegando agora, meus matches do Tinder, bolsa, roupas, shopping, sexo. E  por aí vai. Assuntos fúteis e que dizem sobre nada. Por isso, acredito que amiga de verdade, tenho apenas uma.

Mas ai você me pergunta, o que tudo isso tem a ver com o Dia da Mulher e feminismo?

Tem muito! As mulheres que se auto intitulam feministas, não passam de um outro tipo de Clube da Luluzinha. São mulheres que, dizem lutar pela liberdade da mulher ser o que ela quiser, mas não aceitam que outras sejam mais bonitas que elas em uma capa de revista. Não aceitam que, algumas prefiram ir à academia, cuidar do corpo, enquanto elas escolhem hábitos alimentares ruins.

São mulheres, que não querem que você possua uma liberdade de escolha, são mulheres que querem que, você se doutrine aos ideias delas, exatamente como o tipo um do Clube da Luluzinha. E nem tente falar sobre sua opinião para elas, logo irão lhe chamar de machista. Elas parecem ser intelectuais, mas só parecem, pois leram uma ou duas obras sobre ideais Comunistas de Marx e Lênin, e apoiam algumas feministas famosinhas na internet. São mulheres que, quando chega o Dia da Mulher, parabenizam as que trabalham fora, estudam, cuidam da casa, apoiam mulheres a serem o que quiserem, mas são as mesmas que não deixam essas trabalharem fazendo greve em frente aos postos de trabalho, porque eram modelos de stand em eventos.

É preciso aceitar que o feminismo, apenas divide mais o que é já dividido desde os primórdios, rivalidade entre mulheres e inveja. O mundo não precisa de movimentos extremistas para aceitar que mulheres são seres humanos assim como os homens também são. O mundo precisa do dia do Ser Humano, conscientizar-se de que, todos nós somos seres da mesma espécie e precisamos fazer isso com líderes que acreditam nos ideias humanos, que consigam ensinar as pessoas a serem pessoas, não enganando e ensinando regimes políticos que, assassinaram bilhões de pessoas no mundo por busca de poder e território.

Lembrem-se, enquanto o mundo for governado por lideres que estão apenas em busca de poder, continuaremos sendo divididos e manipulados com histórias irrelevantes.”