Indignação Seletiva (pt.2) – O Romero de quem os petistas gostavam

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Romero Jucá é um desses políticos de carreira que o Brasil produz, e como de costume sua história é repleta de suspeita e controvérsias.

Seu nome voltou a ser assunto hoje, por conta da divulgação de alguns grampos nos quais o Senador tramava para boicotar a Operação Lava Jato. Nos grampos, Jucá cita o nome de diversos políticos que pretendia “proteger” do Juiz Moro, dentre eles até mesmo Lula é citado – as gravações são anteriores ao rompimento entre PT e PMDB.

As notícias fizeram a extrema-esquerda entrar em polvorosa, e não tardou para que tentassem aproveitar o momento para desmerecer a Lava Jato ou o Juiz Moro. Claro que não é preciso ser gênio para entender que Jucá é apenas um dos nomes a serem atropelados junto com Lula e Dilma, e o medo daqueles que possuem políticos de estimação é justamente este, ver mais cabeças rolarem.

Então a narrativa atual é a de que o PMDB forjou o impeachment para se salvar. No entanto, os petistas fingem esquecer que Romero foi aliado do PT desde o primeiro mandato de Lula até o o ano passado, tendo atuado como líder do governo no Congresso mesmo depois de ser exonerado em 2005 de um Ministério de Lula por suspeita de corrupção passiva.

Romero, aliás, foi o principal responsável por ajudar Dilma a burlar a Lei de Diretrizes Orçamentárias no ano passado, mudando a meta de superavit primário para “meta de resultado”, permitindo que o governo praticasse uma fraude contra nós e ainda rindo de nossa cara com um jogo de palavras criminoso. E lhe pergunto: Quantos petistas, na época, criticaram Jucá? Acertou a resposta se disse “Nenhum”.

A melhor coisa sobre estar no lado certo é poder se orgulhar em dizer que nunca apoiei Romero Jucá, nem antes e muito menos agora. A esquerda não pode dizer o mesmo. Para esta gente o apoio político se dá apenas por conveniência, e como sempre o que importa nunca é a índole, mas a ideologia.