Cultura do estupro? Vamos falar sobre CULPA!

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Sim, vamos falar sobre culpa.

A famigerada cultura do estupro, tão propagandeada pela extrema-esquerda, volta a ser assunto no exato momento em que pipocaram as notícias sobre o crime hediondo ocorrido no Rio de Janeiro: 33 canalhas, verdadeiros facínoras, estupraram uma garota e ainda divulgaram as provas do crime na internet. Chocante, de fato!

Não quero saber o que a moça fez ou deixou de fazer, nem se ela estava em “local apropriado” ou não. Isso não importa. Estupro é injustificável com quem quer que seja. O que quero saber, portanto, é de quem é realmente a culpa – além, é claro, dos 33 vagabundos – por esta dita “cultura do estupro”?

Minha teoria é a de que os verdadeiros culpados sejam aqueles que, não raramente, defendem toda sorte de criminosos, impedindo que eles sejam justa e devidamente punidos. Acredito que parte da culpa é daqueles que lutaram para defender Champinha, co-autor em um bárbaro caso de sequestro, estupro, tortura e duplo homicídio qualificado do casal Liana e Felipe Caffé. Quem fez isso na época e quem faz agora?

Também defendo que parte desta culpa recaia sobre as cabeças daqueles que, cientes disso, levantaram a bandeira contra a redução da maioridade penal. Afinal de contas, alguns desses 33 monstros que estupraram a garota são menores de idade. Quem é contra a redução defende, por corolário, que estes sejam punidos com no máximo três anos de detenção na Fundação Casa, pois é isso o que determina o ECA. Quem quer que não apenas pense nessa como uma punição adequada, mas que ainda lute por isso com afinco, é no mínimo conivente com a cultura do estupro.

E quanto aos desarmamentistas, tão ávidos na luta contra a liberdade do porte de armas? Claro, neste caso em específico uma arma poderia não servir para nada, mas e quanto aos outros milhares de casos? E quanto aos estupradores que pegam garotas que caminham à noite indo do trabalho para casa, levam-nas para um beco ou para o meio do mato e as atacam? E quanto às milhares de mulheres que andam morrendo de medo nas ruas toda noite, seja na volta da faculdade ou no caminho para o ponto de ônibus? Cadê o direito delas de se defender?

O argumento comumente usado para sustentar essas barbaridades é o de que a redução da maioridade penal não irá realmente sanar o problema. É mesmo? E quem disse que iria? E quem falou, também, que o fim do desarmamento seria panaceia e no dia seguinte todos estariam seguros? Ninguém aqui é idiota. Nós sabemos, com certeza, que estas questões não são milagrosas, mas o justo é justo e o certo é certo. Quem comete crimes, principalmente os mais hediondos, precisa ter algum tipo de punição, e três anos é punição pouca para quem destruiu a vida de outra pessoa. Três anos de prisão em uma Fundação Casa não são nada perto do trauma causado não só à vítima do estupro, mas também aos seus entes queridos. Um estupro destrói a mente, o corpo e a família de uma pessoa.

Também sabemos que nem todo mundo pode ou deve ter armas. Sabemos, porém, que quem não pode e não deve normalmente é quem tem. O desarmamento serve somente para atender a um plano perverso de engenharia social, pois na prática só as pessoas íntegras e honestas em uma sociedade é que não compram armas ilegalmente. Elas são, por suas vez, as mesmas que não roubam, não matam e não estupram outras pessoas. Uma mulher não pode se dar ao luxo de contar com a sorte, ela não pode confiar na tese feminista de que “os homens precisam ser ensinados a não estuprar”, e o motivo é simples: ninguém aprenderá a não estuprar.

A “cultura do estupro” existe porque existe impunidade. Ela existe porque pessoas inocentes são presas fáceis, sempre desprotegidas e despreparadas. Ela existe porque aqueles que hoje gritam “contra a cultura do estupro” são, em sua esmagadora maioria, as mesmas pessoas que também lutam pelo mantimento do establishment, mantendo junto a ele um sistema de segurança pública falido e um sistema carcerário ainda mais fracassado.

A tal “cultura do estupro” não seria possível em um ambiente minimamente saudável, no qual bandidos fossem punidos, no qual houvesse uma punição severa para quem comete crimes bárbaros. Estupros também não seriam corriqueiros se pessoas decentes pudessem portar uma arma de fogo, uma faca, um spray de pimenta ou mesmo um taser. 

Se você é o tipo de pessoa que é contra o direito de defesa da mulher, usando o discurso de que cabe ao homem aprender a não estuprá-la, então você é machista. Você, que diz isso, acredita que é do homem o direito de escolher se estupra a mulher ou não, e ignora completamente a necessidade de defesa da vítima. É você quem culpa a vítima, não nós. É você quem fragiliza as mulheres diante de pervertidos e canalhas, e é você quem sustenta essa dita cultura do estupro.

A culpa é sua, esquerda radical. A culpa é inteiramente sua!

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