Obrigado Ativistas! O livre mercado agradece.

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Nem nos sonhos mais belos dos ativistas, eles iriam adivinhar o que está acontecendo. Graças aos seus esforços de luta contra as grandes corporações criaram um terreno muito mais fértil que os adubos orgânicos conseguiriam.
A Ascensão do livre mercado.

A era pós Industrialização.

Desde o início do século XIX o mundo passou por uma intensa industrialização. Fábricas e mais fábricas tomaram os lugares das fazendas, onde cenário urbano era sinal de civilização. O céu azul foi substituído pelo cinza da fumaça, pessoas ficavam doentes a natureza estava sendo massacrada. E para salvar o mundo da destruição surgiram os ativistas.
Salvem a terra , salvem os animais, salvem o ornitorrinco careca.
Essa era é a história contada nas escolas e faculdades nos últimos 25 anos.
O mote varia mas a intenção é a mesma conscientização. Apesar de alguns passarem dos limites, o sentimento de consciência e sustentabilidade atingiram os clientes e empresários. Felizmente não do modo que eles esperavam, afinal, o cerne do empreendedor é oferecer soluções para demandas.
Hoje vivemos uma era pós Industrial, e vivemos isso não graças aos ativistas, mas porque depois de 200 anos a antiga indústria cumpriu seu papel. O papel da indústria era suprir a população com alimentos e artigos básicos de forma barata e escalonada. No passado devido a acesso restrito a informação, tecnologia e ao crédito, poucas pessoas poderiam montar fábricas. Essa restrição acabou concentrando a criação de riqueza nas mãos de poucos inicialmente. Marx observou isso mas não viveu o suficiente para entender que isso ia mudar com o tempo. Com a divulgação do conhecimento cada vezes mais pessoas puderam passar participar do mercado com empresas menores. Mas onde entram os Ativistas?
Ativistas naturalmente agem contra duas coisas: contra corporações e contra o capital, que eles acreditam ser o motivo dos males do mundo. Fazendo isso eles forçaram o estado a criar várias regulações e mudar hábitos alimentares, que seriam impossíveis em larga escala. O primeiro setor atingido foi o de alimentos, por usar elementos como conservantes, pesticidas e outros abominados por ativistas eles abriram uma brecha para pequenos agricultores e micro e médio empresários.

O Marketing e o uso do Ativismo.

Profissionais de marketing e propaganda são mestres em manipular os desejos de seus clientes isso é fato. Não tenho nada contra, é o papel deles e que eles cumprem muito bem. De fato foram eles que transformaram aquele incomodo dos empresários em sucesso. Hoje ser “Ecologicamente correto” , “Saudável” , “friendly” , “rústico“, “orgânico” e “produtor caseiro” é ter status na sociedade, juntando isso e a propaganda temos um mercado de bilhões de reais. Por não ser escalonado os produtos “naturais” são mais caros, porém ganham a alcunha da filosofia de “viver melhor“. Nos últimos 15 anos ao redor do mundo pequenos comerciantes tomaram ruas se tornaram marcas fortes locais criando franquias, uma maneira eficiente de replicar a marca e manter a qualidade.
O resultado já pode ser visto em escala global com as marcas mudando suas receitas e componentes ou até mesmo criando linhas especiais para tentar manter o publico.
Até as grandes corporações sentem o peso do mercado baseado em escolhas.
É previsto um aumento de 50% até 2019 dos produtos saudáveis segundo matéria do Investimento e noticias.

Só no Brasil os produtos naturais movimentam 35 bilhões anuais.
Ao entorno dessa filosofia, uma série de novas profissões, segmentos esportivos, e principalmente a procura pelas formações de Educador físico, Nutricionistas e Gastronomia tornando um mercado com um circulo indireto em constante expansão.

Um novo mundo.

Aliada as novas mídias como o Twitter, Facebook, smartphones os micro empresários, conseguem um bom retorno vendendo em feiras ou páginas divulgadas por redes sociais nos perfis dos próprios ativistas. No começo do ativismo a ideia era criar comunas e cooperativas numa ideia mais socialista de viver, o que realmente foi feito nas poucas Eco-vilas e cooperativas sustentáveis espalhadas no país, mas o grosso mesmo está no ambiente urbano, nas cidades e principalmente nas capitais. A maioria faz isso sem perceber e aumenta cada vez mais o livre mercado criando concorrência e barateando a produção, afinal o cara que faz a farinha integral vende para o que faz o bolo integral, que vende para lojinha hippie ou para Foodbikes. Criando pequenos círculos de criação de riqueza eficientes. Com o aumento da concorrência aumenta uma preocupação com a qualidade, preço e imagem do produto, e vejam só: Estão novamente no jogo do capitalismo que tanto odeiam.

Por isso, deixo aqui meu agradecimento a todos os Ativistas, sua luta contra o capitalismo apenas melhora o capitalismo tornando cada dia o sonho das trocas espontâneas cada vez mais próximo.

♥OBRIGADO.♥