Jussie Smollett e 10 casos de falsos crimes de ódio

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Para quem não sabe, há cerca de 20 dias ocorreu nos EUA um escândalo que foi divulgado pela imprensa de todo o mundo, inclusive aqui no Brasil. O ator da série “Empire”, Jussie Smollett, que é negro e gay, teria sido espancado em Chicago por homens que o reconheceram como sendo “aquele negro gay de Empire”. Após a agressão, teriam amarrado uma corda em seu pescoço e gritado MAGA (Make America Great Again, slogam de campanha de Trump).

Jussie Smollett mostra sinais da agressão

Diversos meios de comunicação expuseram o caso como sendo um típico crime de ódio, praticado por eleitores de Trump.
Inúmeras personalidades do meio artístico e político se manifestaram criticando o ato racista e homofóbico. Obviamente que a associação da agressão ao Presidente Trump era o principal assunto.
Porém, alguns dias depois, a polícia de Chicago informou que, por mais que tenha buscado imagens de câmeras de segurança, não conseguiu achar nenhuma que registrasse a agressão. Como Smollett afirmou que estava com seu empresário ao celular quando foi agredido, a polícia pediu o aparelho, porém Smolet estava resistindo a entregá-lo.
Essa informação levantou uma série de dúvidas sobre a questão. Primeiro, por Chicago ser um reduto democrata e não de eleitores de Trump. Segundo, porque a cidade tem uma rede de câmeras extremamente extensa. Algumas pessoas chegaram a insinuar que Smollett poderia ter apanhado de algum fornecedor de drogas ou amante e ter inventado a estória toda para se justificar.

Os irmãos Abimbola “Abel” e Olabinjo “Ola” Osundairo

Agora, a história está ainda mais estranha, quando a polícia anunciou que prendeu dois irmãos imigrantes nigerianos, Abimbola “Abel” e Olabinjo “Ola” Osundairo, que faziam parte da equipe de figurante da série “Empire”, após constatar que os dois compraram a tal corda que foi utilizada na agressão. As suspeitas são de que Smollett teria contratado os irmãos para encenar uma agressão. Se isso se confirmar, o jovem ator poderá enfrentar uma condenação de até 3 anos de prisão por comunicação falsa de crime.
Na verdade, se for confirmada a suspeita, Smollett deveria responder também por crime de ódio, pois espalhar uma falsa história de crime de ódio, no fundo, aumenta o preconceito contra os eleitores de Trump; contra os brancos; contra os republicanos, etc.

Atualização: no dia 21/02 a promotoria pública acusou formalmente Smollett por crime de fraude.

Porém, se isso se confirmar, não terá sido a primeira vez que alguém denuncia um falso crime de ódio. Vejamos alguns casos:

10 – Em Janeiro desse ano, foi descoberto que uma jovem muçulmana mentiu para a polícia de Toronto, quando afirmou que um homem teria cortado seu hijab, o lenço islâmico que as mulheres usam na cabeça.
A mentira ganhou grande atenção da mídia canadense e até o Primeiro-Ministro Justin Trudeau disse à imprensa que seu “coração estava com a jovem que foi atacada, de forma sem sentido por sua religião”. A polícia concluiu que o incidente nunca ocorreu.

9 – Uma mulher de Long Island disse aos detetives em setembro, que 4 adolescentes teriam a confrontado gritando “Trump 2016!” e que, quando ela acordou na manhã seguinte, encontrou seus pneus rasgados com um bilhete “Volte pra casa”.
A mulher acabou presa e acusada por inventar toda a estória.

8 – Em julho, um garçom do Texas compartilhou uma foto de um recibo de um cliente na quela as palavras “nós não damos gorjeta para terrorista” escrita na parte superior acompanhada do nome do garçom “Khalil” circulado.
A foto ganhou atenção da mídia americana e o garçom recebeu inúmeras ofertas de doações e o cliente acusado foi banido do restaurante para sempre. O garçom acabou por admitir que ele mesmo escreveu as palavras no recibo e que a estória era toda inventada.

7 – Uma estudante de Ohio disse à polícia que ela recebeu ameaças de morte homofóbicas. A estudante acabou enfrentando 3 acusações de “falsos alarmes” quando a polícia descobriu que ela mesma havia enviado as tais ameaças de morte para si mesma.

6 – Uma banda de escola da Georgia decidiu expor cartazes com frases racistas durante uma de suas performances. Após conduzir uma investigação, o diretor da escola anunciou que o incidente era falso, pois os estudantes que expuseram os cartazes queriam justamente acusar a banda de racismo.

5 – Um dia antes das eleições de meio-termo, ocorridas há poucos meses, um calouro negro da Universidade Estadual de Kansas tuitou uma imagem de um bilhete racista que teria sido preso na porta de seu apartamento. No tuíte, o estudante comentava que aquele “racismo explícito” servia de lembrança de que “todos nós precisamos sair e votar”.
O tuíte foi posteriormente deletado e o estudante acabou por admitir à polícia que ele mesmo havia criado o bilhete e colocado na sua porta.

4 – Uma garçonete de um restaurante do Texas teria escrito uma ofensa racista contra hispânicos num recibo, alegando que um policial local teria escrito a ofensa dirigida a ela. Ela posteriomente admitiu que ela mesma havia escrito a frase.

3 – Em novembro de 2018, inúmeros bilhetes racistas foram espalhados pela Drake University, o que levou a preocupações em todo o campus por mais de um mês.
Após investigação, uma das estudantes que recebeu o bilhete admitiu que ela mesma havia escrito o bilhete que recebeu e todos os outros enviados para outras pessoas. Ela agora responde criminalmente e pode ser expulsa da faculdade.

2 – A rede de fast food Chipotle despediu uma de suas gerentes em novembro de 2018, depois que um usuário do Twitter compartilhou um vídeo acusando-a de não servir fregueses negros devido a cor da pele.
No final, descobriu-se que a gerente foi falsamente acusada por se recusar a atender os fregueses devido ao costume deles de “comer e correr” (sair sem pagar após consumir). Chipotle ofereceu o cargo de volta à gerente.

O juiz Brett Kavanaugh

1 – Durante as audiências de outubro de 2018 para aprovar a indicação do juiz Brett Kavanaugh para a Suprema Corte, uma mulher decidiu assistir à sessão escrevendo uma carta ao Comitê Judiciário do Senado, acusando Kavanaugh de estupro.
A mulher depois admitiu que sua carta era uma mentira e que ela nunca havia encontrado Kavanaugh na vida.

Por Alana Mastrangelo
Traduzido de Breitbart:
https://www.breitbart.com/tech/2018/12/31/10-wild-hoax-crimes-of-2018/