Fernando Haddad e o extermínio de moradores de rua

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Um dos discursos falsos da Esquerda é a falácia de que, enquanto os capitalistas odeiam os pobres, os socialistas gostam deles. A frase, na verdade, está quase correta. Os capitalistas odeiam a pobreza, por isso procuram reduzi-la. Para alguém que pretende ter lucro, nada melhor do que uma sociedade cheia de pessoas capazes de adquirir bens e serviços. Já os socialistas amam a pobreza. Afinal, é dela que eles obtêm os votos e, principalmente, a desculpa para criar taxas e impostos que seriam utilizados para “redistribuir a renda” (embora boa parte dessa redistribuição vá para os próprios bolsos ou de amigos). Porém, enquanto ama a pobreza, a Esquerda odeia os pobres, principalmente se eles não podem ser utilizados como massa para seus objetivos.

Com base nesse conhecimento, não foi de espantar a informação de que agentes da Prefeitura da cidade de São Paulo, recolheram os cobertores dos moradores de rua em meio às menores temperaturas dos últimos anos. Aliás, só os iludidos – dentre eles, algumas pessoas de direita – que ainda acreditavam que esquerdistas tinham real preocupação com os pobres, se surpreenderam com essa atitude.

O resultado não poderia ser outro: cinco moradores de rua mortos. Porém a maior crueldade ainda viria, ao se ver o descaso com que a mídia tratou o escândalo. Alguém, honestamente, tem dúvidas de que, em situação similar, um Maluf, um Serra ou um Alckmim seriam transformados em “novos Hitlers” pela imprensa, até com pedidos de punição em tribunais internacionais?

Mas o que vimos foi, inicialmente, uma resposta fria por parte da Prefeitura, alegando que estava evitando a favelização da cidade, para, posteriormente, diante da reação do Ministério Público, Haddad anunciar que iria investigar a ocorrência. Tudo já preparado para se culpar algum guarda municipal ou sua chefia, isentando o Prefeito. As mesmíssimas pessoas que acusaram o Governador Alckmim por uma ação da PM na desocupação do Pinheirinho, quando a PM foi cedida ao Poder Judiciário e não seguia ordens do Executivo, agora se omitem diante da morte dos moradores de rua, prontas a aceitar a desculpa de que “o Prefeito não sabia de nada”.

Como de hábito, os apoiadores do PT já comentam nas redes sociais, utilizando as mais torpes desculpas. “Os moradores de rua são convidados a ir para um albergue. Só quando se recusam têm os cobertores recolhidos.” Esse tipo de argumento, vindo das mesmas pessoas que criaram, há alguns anos, a moda de não mais chamar essas pessoas de mendigos, mas de “pessoas em situação de rua” dando a elas todo o direito de morar nas ruas e criticando quem tentasse reduzir essa situação, comprova que o relativismo moral é a regra.

Até absurdos do tipo, ensinuar que, embora os agentes fossem municipais, o Governador estaria por trás disso “porque são os tucanos que não gostam de pobres” foram vistos. Essa é a famosa Lei de Homer Simpson (“A culpa é minha e eu coloco em quem eu quiser”).

Fernando Haddad sempre foi um elitista. Quando Ministro da Educação, não se incomodou com a péssima qualidade do ensino público brasileiro, principalmente em comunidades mais carentes, preferindo se preocupar com a confecção do alegado “Kit anti-homofobia”, que não passava de um Kit Gay. Gastou-se uma fortuna para, posteriormente, até Dilma se escandalizar com o conteúdo e rejeitá-lo. Por que focar numa minoria e desprezar a totalidade dos alunos, que necessitam de educação de qualidade? Por focar numa “elite”, no caso a elite gay.

Uma vez eleito prefeito, Haddad manteve sua postura elitista, pintando ciclofaixas pela cidade toda, para que uma elite de ciclo ativistas pudesse brincar de morar em Amsterdã. São Paulo é uma cidade cheia de subidas e descidas. Nenhum trabalhador tem condições de sair do Tucuruvi para trabalhar no Butantã e voltar usando uma bicicleta. O que esse trabalhador precisa é de um transporte rápido e de qualidade. As ciclofaixas, que na periferia foram implantadas reduzindo ainda mais o espaço de ruas e avenidas, fizeram exatamente o contrário, atrapalhando ainda mais o trânsito.

Mas não veremos a indignação da imensa maioria da mídia brasileira, pois esta é de clara preferência pela Esquerda e sabe omitir a verdade quando a verdade não contribui com a causa esquerdista.