Como o gramscismo corrompe o ambiente acadêmico e cultural no Brasil

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Para muitos, o gramscismo é uma palavra que ecoa de modo estranho. Mas afinal o que é o gramscismo e quais são os desdobramentos que ocasionou com o passar dos anos? Por prudência, convém apresentar-lhe, caro leitor, uma breve biografia do personagem Antonio Gramsci e a dimensão de sua engenharia social no esfacelamento da estrutura moral da sociedade ocidental.

Antonio Gramsci nasceu na Itália, foi escritor, jornalista e político, iniciou a militância no âmbito socialista e posteriormente veio a ser um dos fundadores do Partido Comunista da Itália na década de 20 do século passado. Por suas ideias radicais, foi eleito deputado e, em seguida, fez circular o jornal do partido chamado  L’Unità (A Unidade). Algum tempo depois, foi detido pelas forças repressoras do Estado fascista (igualmente de esquerda por seu caráter regulador, corporativista, intervencionista e antiliberal econômico).

Encarcerado, dedicou-se à escrita, cujo tema favorito era teoria política, com o objetivo de, em seus ‘Cadernos’, desenvolver um laboratório de ideias por meio de uma revolução para alcançar a eficácia máxima da hegemonia cultural, abdicando da luta armada. Como ele sonhava atingir esta hegemonia cultural? Ocupando espaços. Para executar a revolução, é necessário que ela seja coordenada pelos chamados “intelectuais orgânicos” até a tomada do poder, através de agentes incrustados em muitos meios de comunicação (para moldar a opinião pública), em instituições de educação (escolas e universidades) e em partidos políticos.

Convém ao gramscismo fixar suas entranhas na superestrutura (composta por instituições e crenças, como família, Igreja, Estado, escola e partidos, por exemplo) para modificar o imaginário das “cobaias” (assim eram definidos os indivíduos por Gramsci) e a forma como pensam e interpretam a visão de mundo, interferindo diretamente em comportamentos e condutas no dia a dia. Com as instituições deterioradas, torna-se mais fácil manipular, distorcer e totalizar a ação política, social e intelectual na consciência e nas decisões da população, por meio do embrutecimento coletivo, além de, claro, apoderar-se também dos meios de produção.

As universidades são os locais perfeitos para estes experimentos de hegemonia cultural. Lá, muitos intelectuais orgânicos disfarçados de educadores, que controlam a condução da ‘cultura ideológica intelectual’, selecionam por conveniência livros, publicações e materiais didáticos adequados para os métodos ‘progressistas’ de ensino e aprendizagem na formação de ativistas. Não é a toa que um levantamento divulgado pela Universidade Católica de Brasília, por exemplo, revelou que mais de 50% dos universitários são analfabetos funcionais. É esta hegemonia cultural gramscista que fomenta militâncias político-ideológicas de esquerda na Academia. O verdadeiro conhecimento foi subjugado por massas de manobra e movimentos organizados relativistas (feminismo, diversidade sexual, pró-aborto, pró-maconha etc) que até hoje não mostraram para que vieram, a não ser para atender a interesses politiqueiros e gritar arcaicas palavras de ordem contra a ilusória ‘elite opressora’ e o cristianismo. Enquanto isso, silenciam por oportunismo quando ditaduras comunistas e islâmicas violam sistematicamente direitos humanos destas mesmas minorias que dizem representar no Brasil. Aos aliados, tudo; aos ‘inimigos’, a lei.

É impossível uma luta por ‘direitos’ quando há financiamento estatal ou partidário nesses movimentos. Direitos são isonômicos e universais e não inerentes a tão somente determinados segmentos sociais em busca de privilégios para difundir o ódio contra aqueles que não se enquadram nos parâmetros da agenda marxista. Isso faz parte da estratégia da uniformização discursiva na esfera pública. Abaixo segue uma declaração de Antonio Gramsci para reflexão sobre como ele vê a liberdade e a moral cristã, tão importantes para o fortalecimento da democracia:

“O mundo civilizado tem sido saturado com cristianismo por 2000 anos, e um regime fundado em crenças e valores judaico-cristãos não pode ser derrubado até que as raízes sejam cortadas”.