Análise Poética de “Samba do Avião”

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“Cristo Redentor, braços abertos sobre a Guanabara…”

Samba Do Avião
Antonio Carlos Jobim

Minha alma canta/ Vejo o Rio de Janeiro/ Estou morrendo de saudade/ Rio, teu mar, praias sem fim/ Rio você que foi feito pra mim

Samba Do Avião fala da paixão de um carioca (de sangue como no caso do Tom), ou de coração (no caso do Roberto). Retrata a volta de um músico (por isso “Minha alma canta”) a cidade após uma temporada fora. Ele olha pela janela do avião, e vê o Rio perfeito, sem problemas. Ele vê somente suas belezas… Tudo o que foi feito pra ele…

Refrão
Cristo Redentor/ Braços abertos sobre a Guanabara/Este samba é só porque/ Rio eu gosto de você/ A morena vai sambar/ Seu corpo todo balançar

As belezas são descritas uma a uma em sequência. O Cristo, a Baía de Guanabara, a morena… Seu corpo…

Rio de sol, de céu, de mar/ Dentro de mais um minuto estaremos no Galeão/ Rio de Janeiro, Rio de Janeiro/ Rio de Janeiro, Rio de Janeiro

Tudo aquilo que o Rio apresenta para o mundo… Seu sol, seu céu, seu mar… A ansiedade aumenta, e um minuto ele vai chegar… (Às Vezes em algumas gravações o Tom soltava um ‘Copacabana’ entre os “Rio de Janeiro, Rio de Janeiro” o que mostra em que lugar do Rio sua cabeça estava)

Refrão

Aperte o cinto, vamos chegar/ Água brilhando, olha a pista chegando/ E vamos nós/ Aterrar!

Então o avião vai pousando e mais detalhes bonitos são por fim revelados… E então finalmente ele vai chegar!