Olhar Atual

Um apaixonado pelas minorias

É com essa frase que se inicia o novo programa de Marcelo Adnet na Rede Globo, o “Adnight”: “Um apaixonado pelas minorias”.

Essa frase é pra não deixar dúvidas de que se trata de um programa comandado por um esquerdista.

Aliás não há nada com sentido mais ditatorial do que “defender as minorais”.

Defender as minorias, significa não só que os direitos de uma pequena parcela da população serão defendidos, não serão ignorados, como a esquerda DISCURSA, mas, e é o que vemos na prática, é que as idéias, defesas e privilégios de uma minoria, deverão prevalecer sobre uma maioria. Para isso se utilizam de um discurso vitimista de início, permeado por revanchismos passionais, o que ocasiona como é de se esperar, não nessa busca pela igualdade do discurso, mas em uma supremacia.

Não vou mais me estender nessas questões e nem pretender explanar muito sobre, pois já o fiz muito no passado e meus colegas estão aí, ainda postando sobre essas questões para os “recém-chegados” em análises políticas.

Acredito que fica patente para todos que se você crê que uma pequena parcela deve comandar e ditar comportamentos de uma maioria, de um povo INTEIRO, o ditador, o autoritário, o que acredita ser a elite, o “iluminado”, é você não é mesmo?

É, a esquerda sempre trabalhou com o contraditório, e nem busca uma conciliação com esses opostos (entre suas teorias ou entre a teoria e a prática), eles convivem bem com 2 explicações discrepantes para o mesmo fato, por exemplo; quase que uma “normalização” da esquizofrenia e do pensamento histérico, seu modus operandi.

Mas o que é curioso, é que, como uma pessoa tão inteligente como o Marcelo Adnet, cai em coisas como essa? Um truque tão pueril, de minoria x maioria (luta de classes adaptada), etc. Coisas que são tão malucas, tão sem sentido? A grosso modo, como pode ser tão burro? Não perceber?

Para quem não sabe, o Adnet, começou na Globo como figurante, mas na MTV foi que realmente deu seu “pulo do gato”, a crítica especializada o reconheceu como de fato o é. Um “gênio”!

Chegaram a compará-lo e o classificaram como o “Chico Anysio de sua geração”.

Sua capacidade de raciocínio rápido impressiona. “Duelou”, mesmo que na brincadeira, com rappers como Emicida (que era justamente reconhecido pelas suas batalhas de rap, onde se exige vocabulário e pensamentos dignos de um Usain Bolt), foi até melhor que rappers consagrados quando fez essas brincadeiras. Já vi desafios seus de rap, em que além de fazer as rimas, imitava personagens juntamente com o processo.

emicida

Ele é poliglota, diz que aprendeu a maior parte, incluindo o russo, de forma autodidata, fala línguas até mesmo não-usuais como o “papiamento” das ilhas caribenhas.

Canta, dança, interpreta, imita com perfeição, voz e trejeitos de pessoas comuns, “manjadas” e famosas, não só do meio artístico, como também da política.

Versado em todos os gêneros do humor, consegue até mesmo elaborar uma apresentação de stand-up em outras línguas em outros países, com uma pesquisa rápida sobre os costumes do local (como visto em programas que fez de viagens, pela MTV).

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Sua “bagagem cultural” é admirável.

Erroneamente, tentaram o colocar como um substituto ao Jô Soares? E estaria a altura? Como podem ver e como vejo, sim, acredito mesmo que Marcelo Adnet, é um Jô Soares melhorado.

Mas Marcelo não quis ter um programa como o Jô e quis ousar, como é de sua característica, e o fez, e fez muito bem.

A idéia de seu novo programa é ótima!

Parece-me uma mistura de Saturday Night Live, com uma pitadinha de talk-show (por isso, pela “pitadinha” nem podemos dizer que faz o mesmo que o Jô, ou é um substituto do Jô, é mais diversificado e é melhor).

Fica aliás um adendo aí, do por quê a Globo não pegou a idéia do SNL primeiro, e deixou isso a cargo de um Rafinha Bastos e Rede TV? A Globo tem um elenco “de estrelas” totalmente disponível para homenagens, poderia contratar qualquer comediante do país que quisesse, e até mesmo com seu elenco atual de comediantes, faria uma boa equipe de SNL.

Então basicamente o programa do Adnet, faz o que o SNL faz, coloca um artista em situações inusitadas, que não “faria normalmente”, ou que o público não está acostumado a vê-lo nessas situações, e no fim, trata-se de uma grande homenagem ao mesmo, só que ao contrário do SNL, é sempre o Adnet com o artista, exaltando, claro, o talento dessas duas partes.

Ele é, e vai chegar ao posto de lendas como o Chico Anysio e o Jô, eu não tenho dúvidas, mas a que preço o de início figurante Adnet, passando pela MTV, chegou a ser o que é hoje em sua primeira emissora? Como de figurante a astro principal, dono de um programa?

Quem começou a acompanhar o Adnet pela Globo, talvez não tenha o visto em programas geniais como o “Furfles” e o “Comédia MTV”.

Lembro que na época, eu e uns amigos celebrávamos ao descobrir “mais um comediante de direita”. Não digo “mais um” porque são tantos! Mas porque são raros! Eu só tinha certeza do Danilo Gentili, que na época deixava claro suas rusgas com o PT, apesar de não se dizer um direitista realmente. Só que, ao ver quadros antológicos, como esses 2, em relação ao Marcelo, não tive dúvidas!

Percebam que esses quadros, essas sátiras, não são críticas usuais do senso comum, contra a esquerda, são coisa de gente que estudou o mínimo que seja sobre o assunto!

Acredito que tenha dado um “nó na cabeça” de quem estranhou quando classifiquei Adnet de “direita”, quando de início disse que o mesmo era “esquerdista”, mas avisei que quem o acompanhou somente pela nova fase “Globo” iria estranhar!

Não é de esse espantar o estranhamento.

Você deve ter visto Marcelo Adnet como amigo do pessoal do Porta dos Fundos, como o Gregório Duvivier e o Fábio Porchat, amigo da turba toda do PSOL, incluindo Jean Willys, diz que assiste jogos com o prefeito Eduardo Paes… Para o pessoal conservador, ele é um péssimo exemplo. Foi flagrado traindo sua esposa a também comediante Dani Calabresa, (do qual também ajudou a alavancar a carreira da mesma, nos citados programas da MTV), e esta por sua vez, em declarações, disse que não viu nada demais na traição e em beijar quem não se conhece, beijando na boca seus colegas de palco (na época estava na bancada do extinto CQC da Band).

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Mais um adendo importante: Dani Calabresa trabalha no desde sempre péssimo “Zorra” da Globo também, “famoso” por não somente brincar, mas ridicularizar crentes, conservadores e a própria figura de Nosso Senhor Jesus Cristo!

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Então, quem viu a frase sobre as minorias, pensou em esquerda, claro! Todos ali praticamente na estréia, eram esquerdistas notórios! Jô Soares, Marília Gabriela, Pedro Bial e até mesmo Galvão Bueno, toda a classe artística praticamente da própria Globo o é! Quem não sabe que os artistas têm um “chamego” especial pela esquerda?

Só mesmo na cabeça de um esquerdista (que pensa de forma dual, contraditória) é que pode mesmo considerar a Globo como “de direita-conservadora”, mesmo que toda sua claque artística de todos os departamentos, hoje, de todas as esferas, e incluindo de forma maciça seu conteúdo, que ela seja de direita!

Então, eu martelo novamente a pergunta: Como um cara se mostrava de direita, com conteúdos “de direita” na MTV e depois muda radicalmente, em termos de pessoas que o circundam e de conteúdo agora na Globo?

Não consigo parar de pensar quando penso nisso, em duas coisas:

O filósofo Olavo de Carvalho sempre cita um ditado francês que dizia: “Para saber se uma pessoa é medíocre, basta mudá-lo de lugar”.

Trocando em miúdos, isso significa que, se você coloca um sujeito no meio de “carnívoros” ele vai adorar churrasco, mas se você o coloca no meio de veganos, ele vai passar a odiar, para logo em seguida o colocarmos no meio de amigos, colegas de trabalho, etc, que adoram churrasco e ele pensar: “Puxa, por quê eu parei de consumir essa maravilha de picanha? Nunca mais vou ser vegano!” E por aí vai.

A Psicologia explica bem essa questão da “força do grupo”, até mesmo na adoção de ideologias, de pensamentos, comportamentos, tudo na forma de uma “pressão inconsciente”, que por isso mesmo é até certo ponto, sutil, e por isso mesmo, também, não gera reação contrária, “abrindo as pregas” mentais para a aceitação de qualquer coisa. Ideologia grupal ou inconsciente coletivo.

Mas isso são para as pessoas “medíocres” não é mesmo? Vocês leram a descrição que fiz do Adnet logo acima, o acompanham também. O consideram “medíocre”?

O segundo ponto que vinha em minha mente era uma entrevista do comediante de esquerda Rafinha Bastos ao falecido Abujamra no “Provocações” da TV Cultura.

Quando Abu indaga Rafinha sobre se humor tinha limites (e o mesmo diz que não), depois quando Rafinha diz que hoje (naquela época) agora pensaria em termos mais “financeiros” digamos assim para daí colocar um limite, Abu indaga novamente se por dinheiro se poderia fazer tudo, ante uma afirmativa exclama: “Tão jovem e com uma alma tão podre!” – Tudo naquele tom típico do Abujamra.

Achei o máximo e me salta a mente a exclamação: “Tão jovem e com uma alma tão podre!” – Ah, o dinheiro!

E o Marcelo Adnet? Se encaixa onde? Qual sua explicação para de talvez ser um direitista, para ser um “isentão” para depois exclamar frases e conceitos esquerdistas por aí, assim em rede nacional?

O que você acha?

Frederico Yamada

Frederico Yamada

Conservador, Cristão, Psicólogo, Escritor e Palestrante.
Trabalhou em importantes instituições na área de tecnologia e projetos sociais. Na Psicologia praticamente trabalhou em todas as áreas da profissão, desde instituições sociais, hospitais psiquiátricos, centros de reabilitação para infratores, sendo considerado um expert na área de dependência química.
Escreveu para os principais jornais de sua cidade e publicou artigos em portais da Internet com milhares de acessos e recomendações, sendo um artigo publicado em jornal interno da USP. Têm ainda 2 capítulos de livro publicados pela editora BR Letras.
Participou como convidado especial de programas para a EPTV filiada da Rede Globo, TV Cultura e em um programa-debate da TV da Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo com renomados doutores de expressão nacional.

Sobre o Autor

Frederico Yamada

Conservador, Cristão, Psicólogo, Escritor e Palestrante.
Trabalhou em importantes instituições na área de tecnologia e projetos sociais. Na Psicologia praticamente trabalhou em todas as áreas da profissão, desde instituições sociais, hospitais psiquiátricos, centros de reabilitação para infratores, sendo considerado um expert na área de dependência química.
Escreveu para os principais jornais de sua cidade e publicou artigos em portais da Internet com milhares de acessos e recomendações, sendo um artigo publicado em jornal interno da USP. Têm ainda 2 capítulos de livro publicados pela editora BR Letras.
Participou como convidado especial de programas para a EPTV filiada da Rede Globo, TV Cultura e em um programa-debate da TV da Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo com renomados doutores de expressão nacional.