Saiba o que está por trás dos discursos a favor da legalização...

Saiba o que está por trás dos discursos a favor da legalização da maconha e suas consequências

2347
Compartilhar

Fico impressionado com o espírito de rebanho que muitos jovens adotam como conduta após ingressar numa universidade. Para não ser isolado de um grupinho de rebeldes que cultua uma razão cínica e recheada de ideologia esquerdista, o calouro aceita, muitas vezes sem questionar, as idéias mais imbecis que existem no mundo. Na maioria das vezes, seus julgamentos são fundamentados numa total inversão da realidade. Entre essas idéias está a legalização das drogas ilícitas. A pior parte é que muitos não percebem os furos que estão contidos nos argumentos a favor da liberação das drogas e acabam sendo usados como massa de manobra para fortalecer o que há de pior na humanidade.

Primeiro vamos falar da erva favorita da esquerda: a maconha. Note que cada vez com mais freqüência vemos celebridades, políticos, professores e estudantes se posicionando a favor da legalização da maconha. Seus discursos pró- maconha são cheios de falácias e meias verdades. A maior parte dos usuários e simpatizantes da maconha apenas repete as mesmas frases prontas que foram criadas pelo establishment esquerdista. Os argumentos usados por eles são, quase sempre, os mesmos. Os principais são:

* A maconha não é prejudicial à saúde e pode ser usada para curar o câncer;

* A legalização da maconha e de outras drogas ilícitas reduzirá o crime e a violência na sociedade, além de acabar com o mercado negro;

* Não existe nenhuma evidência para mostrar que a proibição esteja resolvendo o problema. Além disso, encontramos a presença de drogas desde os primórdios da humanidade e, portanto, a guerra contra as drogas é inútil.

Aqueles que afirmam que a maconha cura o câncer são intelectualmente desonestos. “A maconha cura o câncer”, mas não curou o “deus” dos maconheiros, que morreu de câncer: Bob Marley. Quem fala que consumir a erva não causa nenhum dano à saúde também se embasou numa falácia.

Um estudo 1 feito pela Northwestern Medicine relatou que o uso freqüente da maconha afeta e prejudica o hipocampo (que é uma parte do cérebro que está relacionada com a capacidade de recordar acontecimentos autobiográficos ou eventos da vida), deixando a memória mais fraca e empobrecendo tanto a memória de curto prazo quanto a memória de longo prazo. Os pesquisadores concluíram que quanto mais os usuários consumiam maconha, mais anormalidades no hipocampo eram apresentadas. Além disso, o estudo também descobriu que jovens adultos com esquizofrenia que abusaram do uso da maconha na adolescência foram cerca de 26 por cento piores em testes de memória do que os jovens adultos com esquizofrenia que nunca abusaram dessa droga.

A vida profissional dos usuários da maconha também é afetada de uma maneira prejudicial. Um documento 2 publicado pelo National Institute on Drug Abuse, dos EUA, informou que trabalhadores que usam maconha apresentam atitudes negativas com relação a seus empregos. O estudo foi realizado pela Texas Christian University e concluiu que as pessoas que utilizam essa droga apresentam menor comprometimento com a empresa onde elas trabalham.

Na Suécia, um grupo de pesquisadores realizou um longo  estudo 3 que compreendeu, ao todo, 49321 homens suecos que nasceram entre 1949 e 1951 e foram recrutados para o Serviço Militar Obrigatório quando eles tinham uma idade entre 18 e 20 anos. Este estudo teve como objetivo analisar uma possível associação entre o uso da maconha na adolescência e a futura pensão por invalidez. Na Suécia, qualquer pessoa com idade entre 16 e 65 anos pode receber pensão por invalidez, desde que ela apresente alguma incapacidade para trabalhar devido a alguma doença de longa data ou lesão. Os resultados mostraram que os indivíduos que usaram maconha na adolescência tiveram taxas consideravelmente mais elevadas de pensão por invalidez. Este estudo concluiu que o consumo excessivo da maconha no final da adolescência foi associado a um aumento do risco de exclusão do mercado de trabalho através da pensão por invalidez.

Nos Estados Unidos, Colorado e Washington se tornaram os primeiros Estados a legalizar o consumo da maconha para uso recreativo. Em 2012, Washington aprovou a Iniciativa 502, que regula a produção, posse e distribuição de maconha para moradores com mais de 21 anos. Após alguns anos, as conseqüências dessa legalização começaram a surgir:

Um estudo 4 recente feito pela AAA Foundation for Traffic Safety analisou acidentes fatais de trânsito que ocorreram em Washington entre 2010 e 2014. Este estudo detectou a presença de THC (composto químico com propriedades psicoativas presente na maconha) no sangue de muitas pessoas envolvidas em acidentes fatais e concluiu que, cerca de 9 meses após a data de vigência da Iniciativa 502, a proporção de motoristas que apresentou THC no sangue durante acidentes fatais aumentou no decorrer desses anos. Além disso, em 2014 esse número foi maior ainda do que os quatro anos anteriores (mais que o dobro da média).

Se em Washington já ocorre esse tipo de coisa, imagine como seria aqui no Brasil, onde o número de imbecis que não respeitam a lei é muito maior que nos Estados Unidos. A Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) mostra que aproximadamente um quarto dos brasileiros insiste em dirigir sob efeito do álcool e desrespeitar a lei, colocando sua própria vida em risco (e de muitos inocentes também).

Uma pesquisa 5 feita na Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto da USP mostrou a realidade quanto ao uso de álcool e drogas ilícitas em 391 vítimas fatais de acidentes de trânsito na região metropolitana de Vitória, no Espírito Santo, entre 2011 e 2012. Segundo o pesquisador, os resultados da pesquisa levam a um maior conhecimento sobre o problema de uso de drogas ilícitas no trânsito brasileiro, limitado anteriormente ao uso de álcool e que ignorava completamente as outras drogas. Segue abaixo uma citação sobre esse estudo:

A detecção de álcool e/ou drogas foi mais frequente em vítimas do sexo masculino com idades entre 16 e 34 anos, positivos em 46,8% dos casos. “A droga mais prevalente foi o álcool, 36,1%, seguida de cocaína, 12%. Anfetaminas e cannabis foram 4,1% cada”. O pesquisador revela, ainda, que o uso simultâneo de álcool e outras drogas também teve resultado expressivo, foi encontrado em 9,2% das vítimas, sendo que a associação de drogas mais comumente encontrada foi a de álcool e cocaína (7,7%). O uso de crack foi comprovado em 27,7% dos casos positivos para cocaína.

Isso basta para imaginar o desastre que ocorreria se a maconha e outras drogas ilícitas fossem legalizadas. Não podemos ignorar os estudos citados acima e cair nos discursos babacas que os defensores da liberação das drogas vivem repetindo como papagaios estúpidos. É muita infantilidade acreditar num argumento idiota que afirma que a violência tende a diminuir com a liberação das drogas.

Afirmar que a proibição das drogas ilícitas não gera resultados positivos não passa de outra grande mentira:

A Suécia não seguiu a tendência européia de descriminalização das drogas. Lá, o consumo de drogas é crime. O combate às drogas é prioridade na Suécia. ONGs, voluntários, empresas, escolas, igrejas e famílias apóiam o governo e mais de 90% dos suecos rejeitam a tese da descriminalização ou da legalização das drogas.

Nos últimos 30 anos, o número de dependentes de drogas na Suécia caiu de 12% para 2%. A taxa de usuários de cocaína é um quinto da taxa dos países vizinhos, como Inglaterra e Espanha. E, segundo as informações trazidas ao Senado pela embaixadora da Suécia, Annika Markovic, até o momento o país está livre do crack.

Há grande investimento na repressão às drogas: 60% dos recursos da polícia de fronteira, por exemplo, são usados com esse fim. “Rejeitamos todo e qualquer tipo de droga não medicamentosa e não aceitamos a integração das drogas em nossa sociedade”, afirmou a embaixadora. Dessa forma, não há distinção entre drogas leves ou pesadas na Suécia.6

Acreditar que a liberação das drogas extinguirá o mercado negro é outra ingenuidade que muitos defensores das drogas cometem. Se as drogas fossem legalizadas e reguladas, o comercio legal das drogas teria vários limites e impostos exigidos pelo governo. Nem todos os traficantes estão dispostos a dar uma parte de seus lucros para o governo. Assim como existe o mercado negro de tênis e de outros produtos, certamente ainda existiria um mercado negro para as drogas, mesmo com a legalização. Sem dúvidas, a droga vendida legalmente seria muito mais cara do que a ilegal, da mesma forma como o tênis vendido em loja é muito mais caro do que o pirata vendido em camelô.

O pior argumento de todos que muitos defensores da legalização das drogas usam é afirmar que a guerra contra as drogas é inútil, pois elas estão presentes na história desde os primórdios da humanidade. Usando esse mesmo raciocínio estúpido, é possível concluir que o combate à corrupção é inútil, pois a corrupção também faz parte da natureza humana e está presente desde os primórdios da humanidade. Nem adianta falar que estou distorcendo as coisas. Apenas usei a mesma “lógica” patética e equivocada que os defensores da liberação das drogas usam. De fato, as drogas estão presentes na história desde os primórdios da humanidade, mas isso não implica que devemos fazer vista grossa, legalizar e deixar de combater esse mal.

Você já parou para pensar por que diabos diversos partidos de esquerda pregam a legalização da maconha? Por trás dos falsos discursos a favor da “liberdade”, há um grupo de vigaristas que não dá a mínima para sua vida e quer ver você e o resto do povo cada vez mais estúpido e alienado.

Dizem que a maconha é a porta de entrada para as outras drogas… Talvez essa afirmação não seja verdadeira, mas ela é válida como estratégia para a esquerda chegar onde ela quer e continuar mantendo sua hegemonia na América Latina. Vamos supor que a maconha foi legalizada aqui no Brasil. Usando os mesmos discursos babacas e cínicos “a favor da liberdade individual”, partidos como o PSOL, junto com seus militantes infiltrados nas instituições e na mídia, enganarão um grande número de ignorantes e trouxas e, assim, o resto das drogas será legalizado. E o que virá depois disso?

O objetivo é transformar, da noite para o dia, organizações terroristas de narcotraficantes como as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) e outros aliados semelhantes da esquerda em grandes corporações legais que passarão a ser protegidas pela lei. Assim, os crimes mais bárbaros que foram cometidos por esse tipo de gente passarão a ser perdoados e os sequestradores, assaltantes, assassinos e outros que abusaram de menores serão anistiados e transformados em grandes empresários.

Acha que estou delirando? Não, não estou. Infelizmente essa história não é uma teoria da conspiração. As Farc dominam boa parte do comércio clandestino de drogas na América Latina e são uma das maiores fornecedoras de cocaína do mundo. As Farc também são grandes aliadas do PT e de vários outros partidos de esquerda do Brasil. Há diversos fatos concretos que provam essa afirmação. Muitos membros e aliados do Foro de São Paulo – que coordena as estratégias do movimento comunista na América Latina – já confirmaram essa parceria, incluindo o ex-comandante das Farc Raúl Reyes e o ex-ditador da Venezuela Hugo Chávez (que foram grandes amigos do ex-presidente Lula).

O PSOL, que apesar de não pertencer ao Foro de São Paulo sempre foi linha auxiliar do PT, tem o papel de encantar o maior número de pessoas possível com esses discursos a favor da legalização das drogas (começando pela maconha e depois liberando todas as outras). O deputado Jean Wyllys tem um projeto de lei 7 que propõe a legalização e a regulamentação da maconha, tanto para uso recreativo quanto para uso medicinal, além de propor que todos aqueles que cometeram crimes envolvendo o comércio dessa droga passem a ser anistiados. Ou seja, os mesmos fulanos que, no passado, roubaram a infância de muitas crianças e destruíram a vida de várias famílias passarão a ser legalmente perdoados. Da mesma maneira que, durante o regime militar, muitos guerrilheiros que praticaram atos terroristas foram anistiados e prestigiados com cargos públicos e cachês milionários, traficantes que cometeram diversos tipos de crimes também serão recompensados. O cinismo vitimista e o relativismo esquerdista permitem esse tipo de coisa.

Somente um idiota não enxerga a veracidade das implicações mostradas acima. Sem dúvidas, usar drogas não é sinônimo de ser livre (muito pelo contrário). Os “defensores da liberdade” deveriam compreender isso. Vejo toda essa politicagem suja a favor das drogas como mais uma maneira de alienar o povo. Vale à pena lembrar que muitos imbecis que defendem a liberação das drogas ignoram o trabalho que muitas igrejas fazem para tentar salvar viciados do mundo das drogas. Cada pessoa tem apenas uma escolha: ou ela defende essas legalizações se vira cúmplice do que há de pior na face da Terra, ou ela luta para tentar salvar o maior número de vidas possível do mundo das drogas.

Referências:

http://www.northwestern.edu/newscenter/stories/2015/03/teen-cannabis-users-have-poor-long-term-memory-in-adulthood.html
2 http://archives.drugabuse.gov/NIDA_Notes/NNVol11N1/Marijuana.html
3 http://www.drugandalcoholdependence.com/article/S0376-8716(14)01028-X/abstract
4 https://www.aaafoundation.org/prevalence-marijuana-use-among-drivers-fatal-crashes-washington-2010-2014
5 http://www.ribeirao.usp.br/?p=1174
6 https://www.senado.gov.br/noticias/Jornal/emdiscussao/dependencia-quimica/mundo-e-as-drogas/as-drogas-na-suecia.aspx
7 http://jeanwyllys.com.br/wp/wp-content/uploads/2014/03/SISTEMA-NACIONAL-DE-POLITICAS-PUBLICAS-SOBRE-DROGAS_versao-final_18-03-2014.pdf