Os 50 anos de Roberto Carlos

Na boate Plaza, o começo
“Guardo poucas coisas daquela época, pois não pensava que um dia elas pudessem ter algum valor. Não há quase nenhum registro deste meu primeiro show na boate Plaza, em Copacaba.”

Outra profissão
“Nunca senti vontade de desistir da carreira. Desde a primeira vez em que cantei no rádio, aos nove anos, eu sabia que queria ser cantor e não médico, como era o desejo da minha mãe.”

Momentos difíceis
“Enfrentei fases difíceis na vida, como qualquer pessoa, mas prefiro me lembrar das coisas boas que me marcaram, como a Jovem Guarda, o meu primeiro disco e minha vitória no Festival de San Remo, em 1968.”

Crise econômica
“Não sei se o efeito é tão grande como andam dizendo. Com ou sem
crise, o que eu percebo é que o povo continua querendo ver seus
artistas”.

Álbum de inéditas
“Quero muito lançar um disco de músicas novas ainda este ano. Estou trabalhando muito nisso, neste momento para ser sincero. Estou compondo com Erasmo Carlos e as novas canções vão falar do que eu sempre falei: do amor. O amor é a coisa mais importante que existe. Estou procurando falar do amor de uma maneira que eu ainda não falei.”

Repertório da turnê
“Ainda não sei o que iremos mostrar nestes shows. As canções estão sendo escolhidas.”

Balanço da carreira
“É muito difícil falar destes 50 anos, eu precisaria de duas horas para pensar antes. Só sei que sinto uma alegria muito grande por tudo que me aconteceu neste período e pelas pessoas que têm me dado amor. Sou muito agradecido a Deus e às pessoas que me ajudaram.”

Primeira música
“A primeira canção que apresentei em público foi o bolero Amor e más Amor, aos nove anos, na Rádio Cachoeiro do Itapemirim. Eu gostava muito de cantar em espanhol quando era menino, eu achava chique”.

Gravações antigas
“Faço muitas críticas à minha performance quando jovem. Ouço as coisas do início de carreira e acho engraçadas. Se fosse cantá-las hoje, faria de outra maneira.”

Alta? Ainda não.
“Eu ainda estou em tratamento do Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC); não me dei alta. Quando me der, talvez eu cante esta música aí.” (A música é Quero Que Vá tudo pro Inferno.)

Parceria com Erasmo
“Nós continuamos a trabalhar do mesmo jeito. Um começa uma música e o outro termina. Com o passar do tempo, a gente demora mais para compor. Antes nós fazíamos uma música em duas horas, agora precisamos de três semanas. A autocrítica aumentou muito, hoje existe a preocupação de fazer melhor que antes”.

Biografia censurada
“Eu já demonstrei de todas as maneiras que pude e posso que não concordo com a minha biografia (o livro Roberto Carlos em Detalhes, escrito em 2006 por Paulo César Araújo). Penso em narrar a minha história para que um jornalista escreva a minha biografia, que não deve ser uma autobiografia, pois vou apenas colaborar. Eu vou contar minha vida e este jornalista irá fazer a pesquisa.”