Reflexões sobre a ideologia de gênero e o ativismo LGBT. Ou: A...

Reflexões sobre a ideologia de gênero e o ativismo LGBT. Ou: A guerra contra os cristãos

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Você sabe qual é a definição de “homofobia”? Primeiro vou apresentar sua origem: esta palavra é formada pela junção de dois termos clássicos oriundos do grego – homo (mesmo, igual) e fobia (medo, aversão) – e foi inventada nos EUA. O dictionary.com define “homofobia” como “ódio intenso ou medo de homossexuais ou homossexualidade”. O termo foi usado pela primeira vez pelo psiquiatra George Weinberg, no livro Society and the Healthy Homosexual, em 1972.

A maior parte das pessoas que são rotuladas de “homofóbicas” pelos ativistas do movimento gay não é homofóbica, isto é, elas não desejam exterminar todos os homossexuais. Essas mesmas pessoas também não possuem aversão aos gays. Então, por que diabos elas recebem o ofensivo rótulo de “homofóbicas”? Eis a verdade: a palavra “homofobia” é frequentemente usada de uma maneira abusada, propositalmente, por esses ativistas como uma metáfora política para rebaixar, atacar, insultar, humilhar ou intimidar qualquer pessoa que discorda do movimento gay. Não importa se essa discordância é por motivos religiosos, científicos ou qualquer outro. Vejam:

* Se um cristão pretende pregar o evangelho, então ele poderá ser rotulado de homofóbico apenas por citar partes da Bíblia que fazem oposições morais ao homossexualismo;
*Se algum estudo científico sobre práticas homossexuais ou homossexualidade não agradar os ativistas gays, então os pesquisadores que fizeram o estudo também podem ser chamados de homofóbicos;
*Se você fizer uma piada ou um comentário qualquer que não agrade o movimento gay, então você pode ser homofóbico;
*Se um homossexual deseja, por livre e espontânea vontade, procurar um psicoterapêutico ou outro profissional para ajudar ele a deixar de ser homossexual, então o próprio homossexual também poderá ser rotulado de homofóbico;
* Se os pais não aceitarem que livros didáticos com evidentes conteúdos maliciosos que pregam ideologias que favorecem o ativismo gay sejam adotados nas escolas públicas, então eles poderão ser taxados de homofóbicos.

Quando um sujeito pode realmente ser chamado de homofóbico? Vamos supor que Beltrano é homossexual e Fulano possui um notável ódio contra os homossexuais. Se Fulano mata ou deseja matar Beltrano apenas pelo fato de Beltrano ser homossexual, então Fulano é, com certeza, homofóbico. O terrorista islâmico que invadiu uma boate LGBT e matou 50 cidadãos em Pulse, nos EUA, era, sem dúvidas, homofóbico. Mas o cristão que, apesar de amar e respeitar o homossexual, acredita que sentir atração sexual por alguém do mesmo sexo é pecado não é homofóbico. Os estudos científicos que não agradam os ativistas gays não implicam que os autores da pesquisa são homofóbicos. A piada que você contou num barzinho, numa roda de amigos, não transforma você numa pessoa homofóbica. O homossexual que procura ajuda para deixar de ser homossexual não tem que sofrer pressão dos ativistas gays para “rever seus conceitos” e continuar sendo homossexual.

Os ativistas gays querem ser intocáveis e, para isso, tentam usar a coerção estatal de uma maneira completamente maquiavélica para poder silenciar e punir quem não estiver de acordo com a agenda gayzista ou atrapalhar o movimento. Parte da mídia e das universidades também faz parte desse espetáculo de canalhice (apenas para exemplificar, a USP é uma dessas). É por isso que a militância gay quer criminalizar a homofobia. A partir do momento que a homofobia passa a ser crime, os ativistas gays ganham poder suficiente para restringir a liberdade daqueles que, embora não sejam verdadeiros criminosos, discordam parcialmente ou completamente do movimento gay. Divergir do movimento gay passará a ser crime! Esses ativistas são financiados por partidos políticos de esquerda de várias partes do mundo, pela ONU [1] e outras instituições. Tudo isso faz parte de um grande projeto totalitário de poder travestido de bondoso e “defensor das minorias”. Este projeto já está sendo aplicado no Brasil e no resto do Ocidente.

O movimento gayzista é muito organizado e conta com o apoio de muitos intelectuais. Para atingir seus objetivos, é necessário ocupar espaços na sociedade e corromper, aos poucos, as principais instituições. É por isso que os ativistas LGBT desejam tanto atuar nas escolas e universidades. A intenção deles é moldar as crianças e jovens, desde cedo, para transformar cada um deles em militantes LGBT ou simpatizantes da causa. Aqueles que acreditam nos discursos que eles fazem para as massas são tolos. Para conhecer qual é a real intenção desse movimento, é necessário ser cético, estudar os documentos oficiais que são emitidos por eles e refletir sobre as consequências que essas resoluções podem trazer, caso sejam aprovadas.

Em 2006, a esquerda tentou criminalizar a homofobia propondo o PLC 122/2006 [2]. Este Projeto de Lei foi originalmente apresentado pela deputada Iara Bernardi (PT-SP) e visava modificar várias leis brasileiras, criminalizando a chamada “homofobia”. O projeto acabou sofrendo alterações e, na versão final, as palavras “identidade de gênero” foram adicionadas. A princípio, tudo isso parece inofensivo, mas não se engane! Além de introduzir, subliminarmente, a ideologia de Gênero, os autores tentaram restringir liberdades básicas e fundamentais. O PLC 122 era, do início ao fim, um espetáculo de autoritarismo que visava privilegiar um grupo às custas de outros. Entre as pérolas, o projeto abria brecha para punir empresas, caso elas deixassem de contratar homossexuais ou os demitissem, além de punir igrejas por citar partes da Bíblia que não agradassem os homossexuais. Felizmente, este projeto foi arquivado. Mas a esquerda é persistente… Há vários outros Projetos de Leis que introduzem a palavra “gênero” [3].

Mas, afinal, que diabo é a ideologia de gênero? Qual é o problema com esta palavra? Vou explicar resumidamente: A palavra “gênero”, em seu sentido comum, é apenas uma maneira de expressar o sexo biológico das pessoas. Porém, alguns autores esquerdistas deram um sentido sociológico para a palavra “gênero”, desconectando a palavra “gênero” da noção de “sexo”. A ideologia de gênero nega que existem sexos ao nascimento, afirmando que a sexualidade é uma construção social, onde a pessoa escolheria o que deseja ser (se Fulano quiser ser uma girafa, ele pode e não deve ser ridicularizado!). A palavra “gênero” se tornou politizada e favorece o marxismo cultural. O objetivo dos marxistas é destruir os valores do Ocidente e se perpetuar no poder. Os ideólogos de gênero desejam destruir a família e impor uma nova “religião” sem Deus e abortista, onde tudo é relativo. A ideologia de gênero ignora fatos biológicos evidentes. Friedrich Engels – considerado um dos pais do comunismo -, em seu livro A Origem da Família, da Propriedade Privada e do Estado, plantou as sementes que se transformaram na ideologia de gênero. Essas sementes foram regadas por Margaret Sanger, Sulamita Firestone, Simone de Beauvoir, Judith Butler, entre outros, e são exaltadas pelos esquerdistas da ONU, por professores, por políticos e também por uma horda de idiotas úteis espalhados pelo mundo.

Os homossexuais não precisam de leis especiais que elevam eles num outro patamar. A nossa Constituição já garante proteção e outros direitos para todos. É preciso tomar bastante cautela antes de apoiar esses projetos propostos pelos ativistas LGBT. Num primeiro momento, eles podem parecer inocentes. Mas o inferno é cheio de boas intenções…

Caso essas leis sejam aprovadas, as consequências dessas aplicações não agregarão coisas boas para a sociedade. Por exemplo, se um homossexual for demitido, não por ele ser homossexual, mas porque ele é incompetente, ele poderá usar sua opção sexual para se vitimizar e processar a empresa por “homofobia”! Em Houston, no Texas, alguns pastores foram intimados pela prefeitura a entregarem seus sermões para uma avaliação [4], após denúncias de que os pastores estavam pregando “homofobia”. Duvido muito que esses pastores sejam realmente homofóbicos. No Estado de Idaho, um casal de pastores está sendo processados por se recusar a realizar cerimônias de casamento entre pessoas do mesmo sexo [4]. Se eles forem condenados, eles podem pegar seis meses de prisão e pagar multas de até US$ 1.000. Este caso chegou a um Tribunal Federal e pode ser um marco na batalha entre ativistas LGBT e organizações cristãs que defendem a família tradicional. Agora eu pergunto: Cadê a liberdade religiosa, que é garantida na Constituição? A liberdade religiosa desses pastores deve ser respeitada! Com apenas um pouco de vitimismo e bastante pressão por parte da mídia, os ativistas gays podem censurar quem eles quiserem! Isso tem cheiro de vigarice…

É óbvio que a homofobia deve ser combatida e que as crianças e jovens precisam saber disso! Mas combater a homofobia não é sinônimo de aplicar a ideologia de gênero nas escolas públicas. Combater a homofobia é uma coisa e introduzir a ideologia de gênero é outra completamente diferente! A esquerda usa a desculpa esfarrapada que está “combatendo a homofobia” para disseminar os postulados da ideologia de gênero de maneira quase despercebida. Pouco a pouco, os esquerdistas tentam alterar, estrategicamente, algumas palavras nos livros didáticos e nas resoluções referentes à educação, com o objetivo de doutrinar os pobres alunos. Felizmente, alguns Estados vetaram a ideologia de gênero dos Planos Estaduais de Educação. Em algumas universidades, muitos esquerdistas estão trocando as vogais “o” e “a”, no final de algumas palavras, pela letra “x”, para fazer referência à ideologia de gênero (por exemplo, ao invés de escrever “aluno” ou “aluna”, os imbecis escrevem “alunx”). Há universidades que permitem que transsexuais usem o mesmo banheiro das mulheres. Tudo isso tende para uma loucura perigosa e anárquica!

A Constituição Federal brasileira garante a liberdade religiosa de cada cidadão no artigo quinto, inciso VI. Além disso, de acordo com o artigo 12 da Convenção Americana sobre Direitos Humanos que entrou em vigor no Brasil [5], “os pais, e quando for o caso os tutores, têm direito a que seus filhos ou pupilos recebam a educação religiosa e moral que esteja de acordo com suas próprias convicções”. Mais ainda: o Estado é laico. Logo, usar as salas de aulas das escolas públicas brasileiras para ensinar às crianças as proposições da ideologia de gênero é uma afronta à Constituição Federal e à Convenção Americana sobre Direitos Humanos. A partir do momento que o Estado privilegia a ideologia de gênero nas escolas públicas, a laicidade do Estado é jogada no lixo. Os professores que pretendem usar as salas de aulas das escolas públicas como palco para estimular as crianças a ter um comportamento moral que atua contra a moral de seus pais ou responsáveis são criminosos e devem ser punidos. Os pais que desejam confundir a cabeça de suas crianças com essa porcaria devem fazer isso em suas casas. Escola não é lugar para doutrinar os filhos dos outros.

Inserir a ideologia de gênero nas escolas públicas é um golpe contra a laicidade do Estado. Os esquerdistas são cínicos ou imbecis o bastante para ignorar isso. Quando eu falo que esquerdistas são cínicos, sei bem do que estou falando e tenho argumentos para defender essa afirmação. Todo esquerdista no Brasil defende o Estado laico, mas apenas quando convém. Quando é conveniente, eles ignoram as premissas e proposições do Estado Laico. Vejam:

Ao contrário do que muitos pensam, um Estado laico não significa um Estado ateu. No Estado laico, todas as religiões são respeitadas e o Estado garante que a liberdade de consciência e de crença é inviolável e respeitada. Impor a ideologia de gênero nas escolas municipais e estaduais viola a liberdade de crença daqueles que são cristãos. O papel do Estado não é usar as escolas para impor uma ideologia que desrespeita a fé de algum cidadão. Logo, a ideologia de gênero deve ser descartada do currículo de todas as escolas públicas. Banir a ideologia de gênero das escolas não significa que o Estado está privilegiando a religião cristã. Significa apenas que a laicidade do Estado está sendo respeitada e aplicada. Se o Estado é laico, então ele deve ser neutro em relação a todas as religiões. Logo, o Estado não pode favorecer ou prejudicar alguma religião. As religiões possuem a sua moralidade. Logo, o Estado laico não pode usar a sua máquina para promover uma moralidade que seja hostil à moralidade de alguma religião. Portanto, assim como o sistema de ensino público não pode ser usado para promover a moralidade cristã, ele também não pode ser usado para promover valores que sejam hostis a moralidade cristã, como são, inquestionavelmente, os postulados da ideologia de gênero.

Muitos esquerdistas que não apoiam o projeto Escola Sem Partido falam que o professor não deve ser neutro. Se alguém usasse essa mesma linha de raciocínio (trocando apenas a palavra “professor” por “Estado”), para impor alguma religião através da máquina estatal, alegando que o Estado não deve ser neutro, isto é, laico, o mesmo esquerdista provavelmente seria contra esse tipo de prática. Conclusão: quando convém, o mesmo esquerdista que defendia o Estado Laico, concomitantemente, joga a laicidade do Estado no lixo para defender a aplicação da ideologia de gênero nas escolas públicas. Eles defendem a neutralidade do Estado apenas quando convém. Esquerdistas mudam de discursos quando é conveniente. Por isso são tão canalhas, cínicos e desonestos.

Toda pessoa que acusar injustamente alguém de ser “homofóbica” deve ser processada por cometer o crime de difamação ou injúria, pois a acusadora está usando o termo “homofobia” de maneira pejorativa e maliciosa com o objetivo de insultar ou humilhar alguém inocente que simplesmente não agradou o movimento gay. O Capítulo V do nosso Código Penal [6], que trata dos crimes contra a honra, é bem claro e permite que a vigarice travestida de “combate à homofobia” que os ativistas gays costumam cometer seja punida.

Os partidos de esquerda – PSOL, PCdoB, PT e outros – estão usando muitos homossexuais como massa de manobra. Posso afirmar, com toda certeza, que eles estão fazendo essas pessoas de trouxas. Esses partidos, junto com os militantes LGBT, falam que defendem a democracia apenas para enganar leigos, porque eles não respeitam os valores da democracia. Quem realmente defende a democracia não deve apoiar partidos socialistas ou comunistas, porque eles exaltam os mesmos símbolos e ideologias que inspiraram regimes autoritários a perseguir homossexuais e outros inocentes. Nos regimes comunistas de Stalin, Mao e Fidel Castro, muitos homossexuais foram fuzilados em “paredões” ou oprimidos em campos de concentrações. Isso é fato e não há o que discutir. O próprio Fidel Castro admitiu, numa entrevista que ele concedeu para o jornal mexicano La Jornada, que perseguiu e oprimiu homossexuais após fazer a revolução em Cuba [7]. Mesmo assim, o PSOL, que alega defender os homossexuais, continua exaltando a revolução cubana e apoiando a ditadura de Fidel Castro em suas resoluções [8] [9]. O PT financiou, com dinheiro público, o regime de Castro. Se isso não é cinismo com vigarice, então não sei o que é! Qualquer um que continua apoiando esses partidos, mesmo estando ciente desses fatos, é um vigarista cínico e deve ser desmascarado e boicotado! Não se engane: Definitivamente, apoiar o PSOL, o PT ou qualquer outro partido socialista é equivalente a fazer apologia à verdadeira homofobia e a assassinos.

Referências:

1. “A não definição de gênero” in A agenda de gênero – Redefinindo a igualdade, condensado da obra de Dale O’Leary, disponível em https://s3.amazonaws.com/padrepauloricardo-files/uploads/ou1vyvqf7edairu6mgq7/agenda-de-genero.pdf

2. http://www25.senado.leg.br/web/atividade/materias/-/materia/79604

3. https://s3.amazonaws.com/padrepauloricardo-files/uploads/ahp38tot6ik1odz8umvv/Projetos-Genero.pdf

4. https://noticias.gospelprime.com.br/pastores-presos-recusar-casamento-gay/

5. http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/D0678.htm

6. http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/Del2848compilado.htm

7. http://www.jornada.unam.mx/2010/08/31/index.php?section=mundo&article=026e1mun

8. http://www.psol50.org.br/blog/2013/02/28/dirigentes-do-psol-reafirmam-resolucao-em-apoio-a-revolucao-cubana/

9. http://www.psol50.org.br/blog/2008/02/26/fidel-castro-e-cuba-a-revolucao-mais-importante/

* http://www.olavodecarvalho.org/semana/070523dce.html

* http://www.olavodecarvalho.org/semana/070604dc.html

* http://lucianagenro.com.br/programa/lgbt/

*https://noticias.gospelprime.com.br/cidade-censura-sermoes-homossexualidade/

*https://padrepauloricardo.org/episodios/sexo-ou-genero

*https://padrepauloricardo.org/episodios/o-projeto-de-destruicao-da-familia#03