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A esquerda queria mulheres no governo? Agora aguentem! – A nomeação de Fátima Pelaes e a hipocrisia revelada

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A nomeação de Fátima Pelaes para a Secretaria de Políticas para Mulheres fez com que a esquerda revelasse sua imensa hipocrisia outra vez, e a situação não é realmente muito inesperada.

Quando Michel Temer assumiu o governo interino, dia 12 de maio, e nos dias subsequentes, uma das desculpas que a esquerda radical utilizou para atacá-lo foi o fato de não haver mulheres em seu ministério. Reclamaram da “falta de representatividade” e bobagens congêneres, mas sabemos que a razão era completamente outra. O óbvio é que estavam apenas querendo atacar Temer por alguma razão e usaram esta que era conveniente, pois se estes extremistas ligassem tanto assim para as mulheres teriam pelo menos mostrado algum incômodo com os comentários de Lula nas escutas telefônicas reveladas em março.

Eis que ontem, dia 31, Fátima Pelaes (PMDB-AP) foi nomeada para a Secretaria de Políticas para Mulheres, e então a esquerda chorou novamente, mas desta vez por outras razões. Saíram notícias em jornais como Estadão dando destaque para características das quais a esquerda não gosta muito, como “evangélica”, “contra o aborto”, etc. O UOL reblogou a notícia do Estadão, e o Zero Hora, jornal mais vendido para o PT neste país, também noticiou exatamente a mesma coisa.

Ironicamente, isso serviu para mostrar que a esquerda não liga mesmo para a tal representatividade, e que esse papo todo não é mais do que moeda política para atacar os adversários quando convém. Tão logo as notícias saíram já foi possível ver blogs da esquerda repetindo jargões como “retrocesso” e “idade das trevas”, referindo-se principalmente ao fato de Pelaes ser contrária à liberação do aborto. Neste caso, o fato de ela ser mulher já não importa mais, porque ela discorda das pautas deles. Para a extrema-esquerda só é mulher quem aceita suas bandeiras e age como escrava dos partidos de sua base.

No entanto, uma pergunta deve ser levantada: Será que Fátima Pelaes não representa uma boa parte das mulheres deste país com esse tipo de opinião? Tenho certeza que sim. Eu mesmo conheço diversas mulheres que também são contra a liberação do aborto, sejam elas evangélicas, ateias, budistas ou o que for. E se o raciocínio utilizado pela esquerda militante é o de que mulheres possuem autoridade sobre o tema, posso presumir que pela própria lógica deles a voz de Fátima Pelaes possui mais valor do que a de Leonardo Sakamoto, por exemplo. Não é?

Claro que não. Sakamoto concorda com as pautas da esquerda, portanto pode falar à vontade. Fátima não pode. Ela é mulher, mas não é uma mulher do jeito que eles querem que seja e portanto não serve. Este é o fato. A extrema-esquerda age de modo a dividir pessoas não por suas ideias e virtudes, mas por sua cor de pele, pelo gênero, pelo peso ou pela orientação sexual. Assim, não podem mesmo reclamar agora que uma pessoa contrária às suas pautas tomou o cargo na Secretaria das Mulheres. Eles não queriam mulheres para ter representatividade? Agora aguentem!