ESTRÉIA – uma nova abordagem sobre filmes

ESTRÉIA – uma nova abordagem sobre filmes

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filmmaking concept scene with dramatic lighting

Bem vindos a este Portal de notícias que resolveu abrir espaço para esse humilde apreciador da 7ª arte ter um bate-papo com o público acerca de filmes com artigos leves e descontraídos. Primeiramente o que eu pretendo com “uma nova abordagem sobre filmes”?

Como todo bom amante das películas cinematográficas é claro que eu acompanho muitas revistas e sites especializados no assunto e ao longo dos anos notei, nos mais badalados, algo na crítica que me incomodou um pouco, que fora a insensibilidade de alguns críticos para o entretenimento em si. O que eu quero dizer que é excelente assistir “filmes-cabeças”, aqueles que às vezes, você tem que assistir, uma, duas até três vezes para conseguir captar o que o diretor queria realmente nos passar; nada contra, eu adoro, mas, às vezes, você só quer se esparramar no seu sofá e assistir uma boa comédia pastelão, ou um bom filme de ação, que lhe entretenha durante a sua exibição e que depois de terminado você siga adiante tendo a impressão de um bom passatempo, mas que não lhe deixará “pensando dias e dias” nele como os filmes mais cults. Estes filmes geralmente recebem uma péssima avaliação da crítica especializada e é neste ponto que eu gosto de deixar claro o que é um bom filme pra mim.

Um bom filme é aquele, que independente do gênero (ficção, ação, comédia, romance, terror, animação e etc), tenha uma boa história. Simples assim? Claro que não! Além de uma boa história ele necessita de bons atores que o interpretem, de um bom diretor que o conduza e de uma boa produção (efeitos sonoros, especiais, maquiagem, figurino e etc); mas a história – a narrativa – é o que define um filme como bom ou ruim.

Com isso quero dizer aos leitores que apesar de terem um gênero de filmes prediletos, não há mal nisso, não deixem de curtirem outros filmes, que eu recomendar, que amigos recomendarem, que a(o) namorada(o)/esposa(o) recomendar e que possa ter tido uma crítica negativa da imprensa especializada, pois se a história lhe entreter (fizê-lo pensar, rir, chorar, se assustar…) já valeu a pena!

 

E para começar façamos uma análise do novíssimo filme do Tarzan:

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Tarzan realmente é uma lenda! Meu pai cresceu ouvindo histórias do Tarzan, eu cresci as vendo e em breve meu filho também as ouvirá/verá. Então fui para a sessão assisti-lo de forma despretensiosa aguardando um bom blockbuster, mas me desapontei ao ver que o diretor tentou transformar Tarzan em um filme dito “sério”! Ou seja, ao meu ver, ao invés de se preocupar em entreter o diretor David Yates fez uma contextualização histórica da exploração do Congo pelo Rei da Bélgica Leopoldo II que utilizava a possessão africana como seu feudo particular e não como uma colônia da própria Bélgica e deixou seus comandados cometerem diversas atrocidades lá numa das mais tristes histórias da colonização européia na África.

Ok então o leitor deve achar que sou contra contextualizações históricas? Longe de mim, adoro História! Mas o que acontece é que dando tanta ênfase para o lado histórico do filme perde-se aquele doce sabor de Indiana Jones que um filme do Tarzan deveria trazer. Originalmente Tarzan fora escrito pelo escritor norte-americano Edgar Rice Burroughs, que nunca pisara no continente africano, você acha que isso é um demérito então pra ele?! Não, pelo contrário por conhecer o continente africano através de outras obras ficcionais como O Livro da Selva (àquele do Mogli) e As Minas do Rei Salomão ele criou todo um universo ficcional com uma selva mágica e cheia de aventuras, com cidades perdidas, tribos diversas, animais fantásticos, assombrações e tudo o mais que infelizmente – em nome do realismo – fora descartado neste filme. Até o sensacional grito, marca registrada do Tarzan, não ecoa tão belo quanto no original:

Então não vale a pena assistir? Sim vale a pena assistir sim tem paisagens deslumbrantes, boas cenas de ação, bons efeitos especias dentre outros. A história em si traz uma abordagem de um “retorno” de um Tarzan já civilizado em Londres a sua África natal e bons conflitos tanto com humanos como com a sua antiga família de gorilas; para os novatos flashbacks mostram um pouco das origens do Tarzan e até como ele conheceu a Jane. Destaque especiais para o seu novo braço direito protagonizado pelo excelente Samuel L. Jackson que rouba até algumas cenas pra si e faz o alívio cômico do filme já que o humor parece não ser o forte de Alexsander Skarsgård (Tarzan) e o excelente ator Christoph Waltz vive um dos vilões, mas não está em seu melhor papel, como o que viveu em Django Livre.

Bem amigos como dizia aquele ditado dos desenhos animados: Por hoje é só pessoal!