Ciência e Conveniências Políticas

Ciência e Conveniências Políticas

332
Compartilhar
raças

Infelizmente, para todos nós, mas principalmente àqueles de formação científica, vê-se uma crescente e degradante interferência das conveniências políticas na Ciência.
A Ciência se baseia em FATOS INDISCUTÍVEIS. Portanto, não cabem alterações de conceitos tão somente para “agradar” determinados grupos, minorias ou qualquer outra conveniência de âmbito político, com finalidade evidente de angariar votos ou melhorar a imagem de determinados partidos ou tendências.
Recentemente, soubemos que uma entidade renomada postulou não existirem as raças na humanidade.
A taxonomia científica está estabelecida há décadas e inclui várias raças entre os seres vivos. Raças são diferenças dentro de uma espécie. Assim, os besouros, as aranhas, os macacos, todos possuem pequenas variações dentro de uma determinada espécie, que se consagrou denominar raça.
O caso do Homo sapiens, não é diferente. Só na área da saúde, vemos que determinadas doenças incidem em maior número em algumas raças específicas. Assim, o câncer da próstata é mais frequente na raça negra. O câncer de estômago, na raça amarela. Isso tem uma importância epidemiológica relevante e não se podem negar esses fatos, pela simples conotação “racista” que alguns desinformados querem dar ao fato. Notamos diferenças anatômicas e fisiológicas que influenciam no desempenho de certas raças. As diferenças não se limitam apenas na cor tegumentar, mas são mais profundas. Podemos citar, inclusive, a superioridade física da raça negra nos esportes. Hitler teve que amargar a vitória de negros durante a olimpíada de Berlim, quando era seu desejo demonstrar a superioridade ariana. Nem Hitler, o todo-poderoso da época, conseguiu mudar esse fato.
A Ciência é pura e isenta de tendências e conveniências. Os fatos apresentados por ela, podem não agradar a alguns, mas são inegáveis.
A Ciência se baseia em método de investigação padronizado, sendo que o evento analisado deve corresponder a uma estatística significativa e deve ser passível de experimentação e reprodução de resultados. Não há espaço para “achismos” na Ciência.
Veja mais um exemplo. Tese: o fogo queima a pele humana. O experimento é muito simples: basta acender uma chama do fogão e, sobre ela, colocar a mão. Imediatamente, o indivíduo irá experimentar uma forte sensação de calor (estímulo dos receptores termossensíveis da pele), acompanhada de uma intensa sensação dolorosa característica (estímulo dos receptores nociceptivos da pele). Após algum tempo, notar-se-á a formação de um rubor (vasodilatação cutânea) e a formação de bolhas (descolamento da derme, com acúmulo de serosidade). Neste ponto, será conveniente retirar a mão do contato com a chama. Para comprovar a repetitividade do evento, basta colocar a outra mão sobre a chama. Com clareza absoluta, se poderá verificar a mesma sequência de eventos. Se utilizarmos as mãos de outra pessoa, também notaremos os mesmos fatos. Se repetirmos a experiência em 1000 indivíduos, teremos uma certeza estatística de que o fogo realmente queima a pele humana. Portanto, não há nenhuma dúvida deste fato e, daí por diante, poderemos recomendar que as pessoas não coloquem suas preciosas mãos sobre uma chama, com o risco de sofrerem graves e dolorosas queimaduras. Ninguém mais, no mundo, precisará sofrer as consequências deste tipo de queimadura para saber que o fogo queima a pele.
Passados 2000 anos, as pessoas continuarão com esta certeza, sem nunca terem sofrido uma queimadura sequer. Poderemos, a partir deste fato científico, criar mecanismos de prevenção para que futuras gerações não venham a incorrer num acidente térmico desta monta. Podemos, inclusive, elaborar medidas de suporte e medicação adequados para tratar eventuais processos termolesivos com eficiência. Até mesmo o fogo (ou derivativos dele) pode ser usado para eliminar tumores, coagular vasos hemorrágicos ou combater inflamações locais, dentre outros usos.
É assim que funciona a Ciência. Ela traz conhecimentos cruciais para melhorar nossa experiência com o Universo e seus fenômenos. Traz melhor qualidade de vida.
Mas, voltando ao eixo de nossa discussão, quer se goste ou não, as raças são uma evidência científica e são importantes para vários campos de estudo. Decretar sua inexistência é um ato ilegítimo e deveria ser, até mesmo, ilegal.
As diferenças individuais existem naturalmente e são um fato facilmente observado. O problema reside no uso inescrupuloso e imoral que alguns indivíduos fazem delas. Para um convívio adequadamente civilizado, há que se tratar essas diferenças com dignidade e respeito, criando chances iguais para que todos possam ter uma vida digna. Infelizmente, nenhum modelo político/social conseguiu isso, de forma plena, até o momento. Negar as diferenças não soluciona a questão – e pode até piorá-la. Essa é a mesma atitude infantil de se esconder tapando o rosto com as mãos.
Por isso, estejamos atentos à falácia política, principalmente quando envolve a Ciência.
Não nos deixemos enganar por ideologias cegas e sem limites, pois as consequências podem ser desastrosas para todos.
Em bom francês, “Vivez la différence” !!