Aborto? Não, obrigado!

Aborto? Não, obrigado!

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Primeiramente, quero lembrar que o direito à vida, além de ser constitucional, também é um direito natural. Todo ser humano tem o direito à vida, desde que o mesmo não viole o direito alheio. Uma das perguntas mais comuns nos debates sobre o aborto é: o feto no ventre da mãe é ou não um ser humano? A verdade é que nossa civilização não chegou num consenso comum sobre a inumanidade do feto. Há apenas palpites. Como disse o professor e filósofo Olavo de Carvalho, “apostar na inumanidade do feto é jogar na cara ou coroa a sobrevivência ou morte de um possível ser humano.”

Confesso que eu era um desses idiotas pró-aborto, mas felizmente percebi que nenhum benefício real ou hipotético para terceiros pode justificar que a vida de um ser humano seja arriscada numa aposta. Vou citar abaixo uma parte de um artigo que li, do professor Olavo, e que fez eu refletir sobre o aborto:

Espécie é um conjunto de traços comuns, inatos e inseparáveis, cuja presença enquadra um indivíduo, de uma vez para sempre, numa natureza que ele compartilha com outros tantos indivíduos. Pertencem à mesma espécie, eternamente, até mesmo os seus membros ainda não nascidos, inclusive os não gerados, que quando gerados e nascidos vierem a portar os mesmos traços comuns. Não é difícil compreender que os gatos do século XXIII, quando nascerem, serão gatos e não tomates.

A opção pelo abortismo exige, como condição prévia, a incapacidade ou recusa de apreender essa noção. Para o abortista, a condição de “ser humano” não é uma qualidade inata definidora dos membros da espécie, mas uma convenção que os já nascidos podem, a seu talante, aplicar ou deixar de aplicar aos que ainda não nasceram. Quem decide se o feto em gestação pertence ou não à humanidade é um consenso social, não a natureza das coisas.

Afirmar que o feto em gestação é inumano implica, inevitavelmente, em aceitar que isso é um mero consenso social. Assim, posso afirmar sem nenhuma dúvida que aqueles que acham que a inumanidade do feto em gestação é um consenso social são psicopatas perigosos. O motivo é muito simples: a partir do momento que o que é (ou não é) considerado um ser humano passa a ser um simples consenso social, nada impede que, num momento posterior, algum grupo de ativistas passe a considerar que crianças até 1 ano de idade não são humanas ainda, e que por esse motivo é justificável matar elas. Ainda supondo essa hipótese absurda, nada impede que outro grupo de ativistas passe a considerar os deficientes físicos inumanos e que, por esse motivo, devem ser eliminados. Isso é possível, já que “ser humano” não passa de um consenso social!  Você acha que estou exagerando? Existiram pessoas com essa mentalidade bárbara e doentia. Por exemplo, Hitler.

O movimento abortista é, com certeza, criminoso e capaz de fazer qualquer coisa para conseguir colocar em prática suas pautas. Vale a pena lembrar de um caso famoso que aconteceu nos EUA, que ficou conhecido como o processo Roe versus Wade. Nesse processo, que pela primeira vez nos EUA legalizou o aborto a pedido, a decisão foi baseada no testemunho da “vítima” Jane Roe, que dizia ter engravidado num estupro. Depois de três décadas, a própria Jane Roe pediu a revisão do processo, confessando que ela não sofreu nenhum estupro e que, na verdade, foi subornada pelo movimento abortista para mentir no tribunal.

Durante muito tempo Roe foi uma típica ativista defensora do aborto, incluindo o período que envolveu o processo. Nos anos 90, depois de conviver com membros de uma organização pró-vida que se tornaram seus vizinhos de escritório, ela abandonou a antiga militância e admitiu ter inventado a história sustentada em seu processo. Numa matéria publicada no site Life Site News, Roe disse que “Estava convencida a mentir e dizer que fui estuprada, e que precisava de um aborto. (…) Foi tudo uma mentira”. Em outro trecho ela diz que levará para a sepultura o fardo de 50 milhões de bebês que foram assassinados.

Tenho a impressão que os ativistas pró-aborto que vivem fazendo gritarias para que o aborto passe a ser considerado um direito legal, sem restrições, possuem um desejo bizarro e assassino de apenas matar por matar. Querem ter a liberdade para matar! E querem isso porque não dão a mínima se o feto na gestação é ou não humano. Esses grupos desprezam a vida humana e são imorais. E muitos deles se infiltram nas escolas para incentivar, de maneira discreta ou não, as garotas adolescentes a praticarem tal ato. O que deve ser ensinado para os adolescentes e jovens: que devemos respeitar o próximo, preservar a vida e pensar antes de agir, ou que eles podem fazer o que bem entenderem de maneira compulsiva e sem pensar nas consequências de seus atos?

Se uma mãe passa por dificuldades para criar seus filhos, ela deve matar suas crianças e usar como desculpa que foi a melhor opção para resolver o problema? Determinar que um feto não é humano é uma abertura para determinarmos que uma criança só é humana acima de X ou y anos.  Se você não quer ter um filho, use preservativos. Se você está grávida e não deseja cuidar da criança, então doe ela para alguma instituição que cuida e trabalha com adoções de crianças. Existem vários casais que, por algum motivo, não podem ter filhos, e que, por esse motivo, querem adotar uma criança! Abortar não é a solução!

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Estuda na Universidade de São Paulo (USP) e está cursando a graduação de licenciatura em matemática. Entre seus interesses estão a matemática, assuntos relacionados à educação, política, economia, história e cultura.