A vida na sarjeta

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A VIDA NA SARJETA, O CIRCULO VICIOSO DA MISÉRIA MORAL
Theodore Dalrymple – 2015
Editora: É REALIZAÇÕES

“A pobreza costuma significar passar fome e não possuir as roupas adequadas para vencer o mau tempo, assim como passar longas horas em um trabalho desgastante para conseguir pagar as contas no fim do mês. Mas hoje a maioria de pessoas que vivem abaixo da linha da pobreza oficial não só tem bastante comida como, em geral, é provável que esteja acima do peso…” – Thomas Sowell

Quando resolvi ler a obra de Dalrymple, não fazia ideia do problema e a nocividade da política do welfare state – estado de bem-estar social – na Inglaterra. Uma política que não só gera um grande buraco nos cofres públicos, outrossim, gera o crescimento de dependentes deste assistencialismo, o que corroborou mais a frente para a desconstrução dos padrões basilares dos costumes Ingleses, ano a ano. O que o monstro da política assistencial indiscriminada promoveu nesses anos foi, um crescimento abusivo de pessoas ociosas, prepotentes, mimadas e cada vez menos conscientes de suas responsabilidades, no que tange à educação, trabalho e civilidade.

O número crescente de crimes, gravidez precoce, entre outras mazelas causadas justo pelo paternalismo estatal mostra o visível fracasso em nome da luta pela erradicação das desigualdades sociais.

O que gerou em detrimento disso? Pessoas miseráveis, não economicamente, sim uma miséria moral e espiritual por parte de pessoas que desconhecem hoje o valor do esforço e o mérito próprio à busca pelo sucesso pessoal. Se valendo da ajuda perene do Estado.

Sowell prefaciando o livro, aborda que o problema não se dá em um grupo isolado, como alegam os americanos da subclasse que são discriminados por serem negros, por isso justificam seus atos de violência e criminalidade. O contraponto está justo pelo fato da maioria da subclasse inglesa ser majoritariamente branca, o que não os exime do mesmo problema. Esse livro corrobora ao pensamento conservador onde: o progressismo e a agenda global têm destruído os meios possíveis ao qual deveria formar cidadãos e pessoas produtivas, não obstante, a doutrinação sofrida, sobretudo nos meios de comunicação e nas redes de ensino, tem fomentado discursos opostos ao que se deveria ensinar aos jovens e adultos. Dalrymple deve ser lido por todos, pois, seus ensaios não se fecham apenas nas fronteiras Inglesas. O problema das práticas e métodos “inovadores” apontados e denunciados pelo autor refletem muito bem o que estamos passando no ocidente em geral. Retrocesso.

Deve ser lido com extrema urgência!
(Resenha de Marlon Souza)